O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a inauguração do estande brasileiro na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, para fazer um contundente apelo em favor do multilateralismo e da paz global. Em um cenário marcado por tensões no Oriente Médio, o petista criticou a centralização de decisões globais e o avanço da desinformação, afirmando que o mundo “não pode ser dirigido por mentiras”.
Sem citar nomes, mas em clara referência ao contexto da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, Lula lamentou que a harmonia construída após a Segunda Guerra Mundial esteja sendo “jogada fora”. O presidente defendeu que as decisões internacionais precisam ser tomadas democraticamente e não impostas por quem se considera superior.
Um dos pontos altos do discurso foi a reflexão sobre o impacto da tecnologia na sociedade atual. Ao pedir união de quem defende a vida e o futuro, Lula utilizou a expressão “humanidade humana”.
“Falei humanidade humana porque a humanidade está virando algoritmo”, alertou o presidente, criticando o que chamou de era das fake news e o distanciamento da empatia nas relações globais.
Aliança Brasil-Alemanha e Inveja Global
Sobre as relações bilaterais, Lula foi otimista ao afirmar que a parceria com a potência europeia atingiu um novo patamar. Segundo ele, após a feira de Hannover, a relação entre os dois países será tão produtiva e eficaz que gerará “inveja” no restante do mundo. O foco da cooperação é proporcionar um futuro promissor para ambos os povos por meio de investimentos e comércio.
Transição Energética e Imigração
O presidente também apresentou o Brasil como protagonista na agenda ambiental e de energia limpa, citando os avanços na mistura de biocombustíveis:
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Gasolina: 30% de mistura com etanol.
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Diesel: 15% de composição com biodiesel.
Lula encerrou sua participação exaltando o caráter acolhedor do Brasil, descrevendo o país como uma nação formada por imigrantes. Ele reforçou que todos aqueles que defendem a democracia e o multilateralismo são bem-vindos no território brasileiro, reforçando o compromisso do país com a diversidade e a abertura internacional.





