Estudantes de universidades federais, institutos e escolas da rede pública realizaram, na tarde desta quarta-feira (7), uma mobilização no Centro do Rio de Janeiro em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026. A caminhada também registrou duras críticas às propostas defendidas pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A concentração teve início na Igreja da Candelária e seguiu em passeata até a Cinelândia. O ato foi convocado por entidades representativas, como a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e a Associação dos Estudantes do Estado do Rio de Janeiro (AERJ), reunindo alunos da UFRJ, UFF, UFRRJ, IFRJ e colégios estaduais, além de lideranças políticas como a deputada federal Benedita da Silva (PT) e o deputado Chico Alencar (PSOL).
Segundo os organizadores, a pauta central do protesto foi a defesa da democracia, o fortalecimento do ensino público e a garantia de investimentos em políticas sociais para a juventude.
Durante todo o trajeto, os manifestantes destacaram a importância da participação política e expressaram forte preocupação com propostas de privatização ou de redução do papel do Estado no ensino público. O professor e estudante da UFRRJ Hudson Marinho, de 27 anos, ressaltou que a mobilização representa a preservação de avanços históricos. Ele lembrou que, enquanto gerações passadas lutaram pelas Diretas Já ou não tiveram a chance de estudar por necessidade de trabalho, a geração atual teve a oportunidade de crescer com a expansão da educação pública e deve protegê-la.
O engajamento das novas gerações também foi ressaltado por Pedro Soares, pesquisador e morador de São Gonçalo, que enfatizou a atuação da juventude no debate político atual. Ele avaliou que a união de estudantes, professores e familiares ocupando o espaço público reforça a proteção das instituições democráticas e impede o retrocesso do país.
Complementando esse posicionamento, a estudante do ISERJ Beatriz Duarte, de 23 anos, apontou que a mobilização no centro da capital teve o propósito de inspirar jovens que ainda não se envolveram no pleito eleitoral. Para a estudante, levar o debate para as ruas é a forma de lembrar que a juventude tem papel ativo e fundamental nos rumos do país.
O protesto transcorreu em clima pacífico, acompanhado por faixas, cartazes e cânticos em defesa da democracia e do ensino público. As entidades estudantis informaram que novas agendas de mobilização serão divulgadas durante o período do segundo turno.





