Receber o diagnóstico de câncer costuma ser um dos momentos mais difíceis para qualquer paciente. Foi essa a experiência vivida pela analista de negócios Andréa Oliveira, de 37 anos, que descobriu, em setembro de 2025, um tumor maligno no colo do útero.
O caso reflete um cenário preocupante no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre mulheres brasileiras de 35 a 45 anos. Anualmente, são registrados mais de 17 mil novos casos, e cerca de 81,8% deles são diagnosticados em estágios avançados.
Segundo Andréa, o diagnóstico foi acompanhado por medo, ansiedade e incertezas sobre o tratamento. Ela relata que, nos primeiros dias, buscou informações na internet para entender a doença, mas percebeu que o excesso de conteúdo disponível nem sempre ajuda.
“É natural procurar respostas rapidamente, mas muitas informações encontradas na internet não correspondem à realidade de cada paciente e podem aumentar ainda mais a angústia”, relata.
Especialistas alertam que o acompanhamento por profissionais de saúde é fundamental para orientar o paciente desde o diagnóstico até o tratamento, esclarecendo dúvidas e reduzindo a ansiedade causada pelo excesso de informações disponíveis em ambientes digitais.
Durante o tratamento, Andréa passou a integrar um programa de acompanhamento oncológico oferecido por sua operadora de saúde – Care Plus. O modelo reúne uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros e outros especialistas, para acompanhar a evolução clínica, orientar sobre efeitos colaterais, facilitar o acesso aos serviços de saúde e oferecer suporte ao paciente ao longo das diferentes etapas do tratamento.
Segundo profissionais da área, esse tipo de acompanhamento contribui para identificar precocemente possíveis complicações, melhorar a adesão ao tratamento e reduzir a necessidade de atendimentos de urgência provocados por sintomas que poderiam ser controlados de forma preventiva.
Para especialistas, além do tratamento médico, o suporte emocional e o acompanhamento contínuo são fatores importantes para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e tornar o enfrentamento da doença menos desgastante.





