João descarta interferências no governo e confirma diálogo sobre o PSB com Lucas: “Governo vai ter a cara dele”

João descarta interferências no governo e confirma diálogo sobre o PSB com Lucas: “Governo vai ter a cara dele”

O senador eleito e presidente estadual do PSB na Paraíba, João Azevêdo, detalhou durante entrevista ao Meio-Dia Paraíba, da Rádio Pop FM,  nesta quinta-feira (22), como será a sua postura pessoal e institucional diante da gestão do governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP).

Destacando a independência e o respeito administrativo, João explicou que atuará prioritariamente em Brasília, mantendo presença constante no estado, e descartou qualquer tipo de interferência direta na rotina do Governo da Paraíba.

Ao comentar a diferença entre sua relação pessoal com Lucas e seu papel de liderança partidária, João ressaltou que só frequenta a residência oficial do Executivo quando convidado.

“Eu vou estar em Brasília. Vou estar aqui,claro, durante todas as, todo, todo final de semana, toda semana, eu vou estar aqui. E serei sempre, estarei sempre à disposição quando for convidado para dar uma opinião. Só isso. A minha participação no governo pessoal, ela é dessa forma. E se dá hoje. Eu só vou na granja quando o Lucas liga para mim e diz: ‘Passa aqui, que eu quero conversar contigo’. Aí eu vou na granja. Fora isso, eu não vou na granja e nem tenho o que ir. Não tenho o que ir. Afinal de contas, a minha missão de governador terminou no dia 2 de abril. E é assim que eu trato e assim que eu faço questão de agir”, declarou.

Quanto ao fortalecimento e à participação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na estrutura do Governo a partir do próximo ano, João esclareceu que o alinhamento de bancada e cargos já possui cronograma acertado com a equipe do governador. João garantiu que não irá impor nomes ou divisões e adiantou que a reunião deve ocorrer na segunda metade do mês de novembro, após a consolidação da disputa presidencial em segundo turno.

“Agora, como presidente do partido, não, aí é outra ação. Já cobrei dele e ele já, me garantiu, que após o segundo turno,nós vamos sentar para discutir o espaço do PSB no governo. E eu não quero impor nada, eu não quero absolutamente, eu não quero impor. Eu quero conversar com ele, verificar o que é que é possível o aproveitamento de pessoas que eu acho que é, que é importante”, explicou.

O senador eleito lembrou ainda que a atual equipe administrativa é composta por muitos nomes herdados do período em que esteve no comando do Executivo estadual, projetando que a reformulação do secretariado a partir de janeiro é um processo natural e esperado.

“Até porque, se você fizer uma análise do governo atual, 70, 75% do governo ainda é o governo dos secretários que estavam com a gente. Algumas mudanças aconteceram, que é mais do que natural.E é natural que a partir de janeiro, em dezembro agora, mas, mas para começar efetivamente em janeiro, haja mudanças muito mais substanciais, porque Lucas vai dar a cara dele do governo. Vai dizer qual é o perfil do governo e como ele quer tocar. É mais do que natural. Mas eu espero que na segunda quinzena de novembro, pelo menos, a gente sente para definir essa coisa da participação do PSB no governo”, concluiu.

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