Com cerca de 704 mil novos casos de câncer estimados por ano no Brasil entre 2023 e 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o diagnóstico precoce é uma das principais estratégias para aumentar as chances de cura e ampliar as opções de tratamento.
Em João Pessoa, o Hospital São Vicente de Paulo alerta para a importância de reconhecer sinais que o corpo apresenta e procurar avaliação médica quando os sintomas persistirem.
De acordo com o oncologista clínico do hospital, Dr. Igor Lemos, embora a maioria dos sintomas não esteja relacionada ao câncer, alguns sinais precisam ser investigados quando permanecem por mais de duas a quatro semanas ou fogem do padrão habitual.
“Nosso corpo costuma dar sinais quando algo não está bem. A maioria desses sintomas não significa câncer, mas, quando persistem, precisam ser investigados. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos”, explica.
Entre os principais sinais de alerta estão perda de peso sem causa aparente, dores persistentes, caroços ou nódulos que aumentam de tamanho, sangramentos sem explicação, feridas que não cicatrizam e alterações na pele, como manchas que mudam de cor, formato ou espessura.
Tosse persistente, rouquidão, dificuldade para engolir e mudanças no funcionamento do intestino ou da bexiga também merecem atenção, principalmente quando não melhoram com o tratamento habitual.
O cansaço intenso e contínuo também pode indicar a necessidade de investigação, especialmente quando surge sem causa evidente e está associado a outros sinais.
Segundo o especialista, um dos principais desafios para o diagnóstico precoce é o atraso na procura por atendimento. Sintomas podem ser atribuídos ao envelhecimento ou ao estresse, enquanto algumas pessoas recorrem à automedicação e adiam a consulta.
“O principal recado é não ignorar sintomas persistentes. Na maioria das vezes eles não serão câncer, mas somente uma avaliação médica pode esclarecer isso. Procurar atendimento cedo é um ato de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento”, reforça o oncologista.
Ao perceber algum desses sinais, a orientação é procurar inicialmente um clínico geral ou um médico da Atenção Primária à Saúde. O profissional poderá realizar a avaliação inicial, solicitar os exames necessários e encaminhar o paciente ao especialista quando houver indicação.





